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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lembrar que só o eterno é urgente - Paz no dia a dia 8/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)


Não atender ao telefone durante as refeições.

Não ter raiva de ninguém por mais de dez minutos.

"Andar mais descalço e ver mais pores do Sol", como dizia Borges.

Ouvir mantras no carro na hora do rush.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Usar a memória celular - Paz no dia a dia 7/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)

O titulo diz memoria celular humana e não memoria do celular ok...rs...Ótima dica de paz no seu dia a dia:

A língua sânscrita é mântrica, ou seja, cada palavra carrega em si um forte poder em sua vibração.
Sempre que lembrar, coloque atenção no presente, inspire profundamente, observando o ar entrando e saindo de suas narinas e aquiete-se.
Por alguns instantes, mentalize a palavra mantra shanti (paz) com a intenção de que cada uma das suas células vibrem em sintonia com o poder da paz.
Seguindo o ciclo kármico descrito nos Vedas, toda ação gera em nossas células uma memória que com o tempo gera o desejo de repetir a ação.
Conforme as células vibram em sintonia com o poder da paz, vamos aos poucos sentindo o desejo de agir, falar, pensar em paz, e aos poucos nos tornamos a própria PAZ.
Márcia De Lucca, autora de livros e DVDs sobre Yoga e Ayurveda.

Foco no presente através de sua respiração mais a palavra em sânscrito Shanti é a dica...fácil e poderoso!
Om shanti, sshanti shaaanti.
Forte abraço!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Colocar o sagrado no cotidiano - Paz no dia a dia 6/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)


Fique de frente a um altar na sua casa que tenha imagens ou símbolos, velas, incensos, flores e frutas e peça com devoção que essa força maior ilumine seu dia, seu caminho, que proteja seu coração e sua mente e que traga inspiração para que seu dia seja cheio de boas atitudes e bons pensamentos.
Assim que chegar da rua, volte lá no seu altar e agradeça por mais um dia.
Este é um hábito que tenho há alguns anos e acho que dessa forma é possível cultivar a paz no seu coração.
Kathy Lobos, professora de professora de Vinyasa Flow.
Imagem daqui

Podemos fazer um puja diário no altar que temos em casa, este altar pode ser físico, mental e/ou espiritual. Especialmente um altar físico não nos deixa esquecer nossas crenças e nossa fé, seja em que momento for.
Hoje a imagem não só faz alusão ao tema, mas também homenageia nossa mãe, Iemanja, rainha do mar, Odoiyá!
Forte abraço.
Namastê _/\_

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Reconectar-se com a sua Fonte - Paz no dia a dia 5/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)

Na época em que iniciava no Yoga, muitos anos atrás, deparei-me com uma constituição fisica definitivamente rígida.
Meus isquiotibiais pareciam feitos de aço. Ainda assim, minha alma teimosa escolhia paschimottanasana (postura da pinça) como postura preferida.
Tive então um sonho, daqueles muito vividos que não se esquece jamais. Nele, meu corpo cedia primorosamente, abdome e peito tocavam as coxas, o queixo se aninhava nos joelhos sem nenhum esforço, os braços descansavam serenamente no chão, as mãos  seguravam os pés sem tensão e eu respirava tranquilamente ao mesmo tempo que uma paz imensa e prazerosa invadia o meu coração.
Acordei extasiada pelo potencial de paz anunciado naquela visão.
Sonhos muito intensos perduram na alma, e fui levada a encara-lo como premonição: acreditei que algum dia chegaria exatamente a esse estado e assim continuei caminhando.
A medida que o sonho perdia força, eu mergulhava em um paciente aprendizado de reconexão à Fonte, com muitos tropeços, bons e maus momentos, dúvidas e questionamentos, progressos e retrocessos. A rigidez parecia instalada inabalavelmente no meu corpo, ao passo que os ensinamentos recebidos - e foram muitos os mestres - começavam a levar luz ao meu pensamento e às minhas atitudes. E nesse processo surgiram ocasiões em que, em um vislumbre, fui capaz de compreender que era preciso agarrar o momento presente, que é eterno, para dele extrair a potencia de novos caminhos.
Compreendi que era minha alma que resistia e que se fechava. A visão daquele sonho nunca me abandonou, porem esmaeceu; não lhe dei mais muita atenção.
Não sei mais como e quando; foi um dia desses: paschimottanasana deixou de ser um desafio para tornar-se um dos melhores momentos do meu cotidiano.
O corpo cedeu. Mesmo uma pratica breve invariavelmente inclui a postura que ressuscitou o sonho de paz.
Descubro e redescubro, em um obstinado exercício diário que estar inserido no AQUI E AGORA é a chave para o acesso ao Todo do qual somos, cada um de nós, uma partícula. Essa inserção nos lança, por brevíssimo instantes, para fora da dimensão espaço e tempo, e ali, em um relance, compreendemos o que pode vir a tonar-se genuína compaixão, e também o que os velhos gregos chamavam de saúde: o equilibro entre o sentir-se bem e o abrir-se para o mundo exterior.
Como dizem os budistas: QUE TODOS OS SERES SEJAM FELIZES.


Lucia Ehlers, professora de filosofia yóguica, estudante de filosofia clássica. Imagem daqui e daqui

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pensar no que está fazendo - Paz no dia a dia 4/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)

Em vários momentos do dia me pergunto: No que eu estou pensando?". Essa pergunta me mantem centrado no momento presente, o único que realmente importa - o passado não existe e o futuro ainda não chegou. Observar minha mente e o que estou pensando me traz muita paz e me faz ver que a vida deve ser desfrutada agora. Não vale a pena viver de recordações ou pensar que o amanhã nos trará felicidade.


0 27 - Um exercício para manter a mente centrada no presente é praticar o aqui e agora: contar de 27 a 0 e de 0 a 27 sem permitir que pensamentos entrem.
A prática cotidiana desse exercício simples em qualquer momento do dia e em qualquer circunstancia trará muita paz e descanso para a mente, que é o que realmente importa.
Gustavo Ponce, autor de livros e DVDs sobre Yoga e fundador do Yoga Shala e do Canal OM, Chile. Imagem daqui

Queridos,
Conseguir ficar no presente, é um presente.
Desde passar um café pensando somente naquele momento até ter a maior emoção da sua vida pensando somente naquele momento...traz paz.

Surya Namaskar (Saudação ao Sol) traz presença, a pratica diária desta sequencia traz Prana (energia vital), presença e transformação no seu corpo e mente.
Forte abraço! Namastê.
Ana Paula

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Saber quem você é - Paz no dia a dia 3/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)

Acredito que a única coisa que pode nos dar paz, mas paz verdadeira e duradoura, é sermos capazes de saber quem somos e o que estamos fazendo aqui.
O Yoga nos ensina que somos fabricados de paz. Essa paz, em sânscrito, chama-se shantah.
Não é um sentimento ou uma emoção, não é aquela sensação de tranquilidade que ora vem, ora vai, e que é substituída pelo seu oposto, o nervosismo ou a tensão.
Shantah é Paz com maiúscula, contínua e sólida.
Essa paz precisa ser conhecida para ser devidamente apreciada. O caminho para a paz chama-se autoconhecimento.
Quando conheço a mim mesmo como paz, nada que aconteça no mundo das dualidades poderá me tirar do centro. Ou, se alguma situação me tirar do centro, volto para ele com rapidez e flexibilidade, como o bambu que se enverga com o vento e que volta a ficar em pé quando este cessa.
Pedro Kupfer, autor e tradutor de vários livros e editor do www.yoga.pro.br
imagem daqui

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Não criar necessidades desnecessárias - Paz no dia a dia 2/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)

Distinguir entre desejo e necessidade - isso minimiza o foco na carência e permite valorizar o que temos - sejam bens materiais, talentos, afetos, companhias e oportunidades para sermos úteis/benéficos a nossos semelhantes.
Aparigraha (desapego)

Santosha (contentamento)

No escopo do yoga, seria combinar a farinha de aparigraha (desapego) com o leite de santosha (contentamento).
Lia Diskin, escritora, conferencista e cofundadora da Associação Palas Athena

Forte abraço a todos!
Sejamos desapegados e contentes, vamos assimilando estes valores e esta conduta do yoga.
Om Shanti _/\_

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Inverter a tendencia - Paz no dia a dia 1/8 (Prana Yoga Journal - maio 2009)

Seguindo a mesma linha do sábio Patanjali com relação à prática dos preceitos éticos (yamas e nyamas), gostaria de deixar como sugestão a possibilidade que temos de inverter uma tendência assim que ela começar a aparecer na mente do praticante.
Ou seja, assim que percebemos que começa a se originar um pensamento que não é compatível com a paz comum, devemos parar e produzir outro pensamento no caminho inverso.
Se começamos a sentir raiva de alguém, antes que esse pensamento se instale, procure um pensamento no sentido contrário, algo relacionado com amor ou afeto, se possível com relação à mesma pessoa ou objeto do pensamento ruim.
Se estiver difícil, respire profundamente pelo nariz, soltando o ar por um tempo maior que leva pra entrar por pelo menos dez vezes.
Afinal, lembre-se de que ter raiva de alguém é como tomar o veneno e querer que faça mal ao outro.
Se de nove situações conseguirmos modificar uma, já valeu a pena.
Como dizia Gandhi: "SEJA VOCÊ A MODIFICAÇÃO QUE QUER VER NO MUNDO".
Marcos Rojo, professor de yoga da USP. Ph.D em ciencia do Yoga e autor do livro Estudos sobre Yoga.

Começamos aqui uma série de práticas palpáveis para obter paz no seu dia a dia, sugeridas por professores de yoga, originalmente publicadas na Yoga Journal de maio de 2009.
Aproveitemos!
Forte abraço!
Imagem: Salamba Sirsasana (pouso sobre a cabeça) / fonte: Pinterest