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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Crianças em alerta

O filme Muito além do Peso começa com um chilique de um garoto de 4 anos que cessa ao ganhar dos pais um copo de refrigerante e um saco de batatas fritas. Parece banal, mas no documentário sobre obesidade infantil dirigido pela paulistana Estela Renner revel-se que essa é a primeira geração a apresentar doenças antes restritas aos adultos como diabetes e problemas cardiovasculares.
Aparecem como corresponsáveis da pandemia que atinge 33% de brasileiros a indústria alimentícia, a publicidade, o governo, as escolas e os pais.
O impactante longa foi baseado em pesquisas e entrevistas com especialistas de vários países.
Patrocinado pela ONG Instituto Alana, o filme de 84minutos encontra-se disponível em www.muitoalemdopeso.com.br. Revista Bons Fluidos - abril 2013

Acho necessária e inadiável esta discussão, ou melhor, este consenso sobre obesidade infantil.
Muitos adultos lutam diariamente contra sua indisciplina em relação a alimentação hoje em dia, ainda mais com comidas industrializadas, atraentes e calóricas tão fáceis e acessíveis.
E grande parte da população não atenta para a questão da obesidade infantil, onde fica a origem deste mal? O que podemos fazer para que nossos filhos não sofram com esta questão?
Gostei muito da iniciativa de colocar em um longa imagens e discussões que evitamos, isto, na verdade evitamos, achamos que a criança deve ser sempre bem alimentada, com guloseimas, fast food e etc. E então se esta criança na sua adolescência ou no seu crescimento, não tem a "tendencia" e facilidade de emagrecer ou de se reeducar na alimentação, estabelece aí mais um adulto obeso lutando para perder peso e obter mais saúde.
Não assisti o longa inteiro ainda (adianto que no site rodas apenas parte do filme), mas, foi o suficiente para constatar o que já sei: que a culpa de nossos filhos terem uma expectativa de vida menor que a nossa é TAMBÉM nossa.
Jamie Oliver fala logo de cara que somos preocupados com homicídios e assaltos, porem, a % de mortes através da violência fica quase em ultimo lugar e que doenças cardíacas e outras doenças ligadas a obesidade estão em primeiro lugar e com uma % infinitamente maior).
Da minha parte começo aqui uma divulgação deste filme com o mesmo objetivo de quem o produziu e dirigiu: o de conscientizar e mobilizar a população em relação a nossas crianças.
Logo posto a data em que irei transmitir em minha sala este filme, gratuitamente, é lógico.
Vamos juntos?!?!
Forte abraço!
Namaskar
imagens: http://www.muitoalemdopeso.com.br/, http://www.examiner.com/article/fall-outdoor-yoga-for-kids

terça-feira, 26 de março de 2013

Falatório da mente e da boca

Assisti um filme esta semana que, só não me surpreendeu totalmente porque já tinha lido um post sobre ele em um blog, mas, que me trouxe emoções realmente não esperadas.
Fiquei pensando o que fez vir a tona tamanha emoção, e, confesso: acho que tocou em um ponto que venho trabalhando há algum tempo em minha vida, meu falatório, de mente e de boca.
O filme é As mil palavras, com Eddie Murphy, onde um publicitário que tem o talento de convencer as pessoas através do seu falatório, na verdade  não um talento mas a "manha", a "malandragem" de convencer seus clientes, suas relações pessoais e estranhos.
Até que ele precise economizar palavras, por conta de uma arvore que perde uma folha pra cada palavra que ele fale, levando a certeza que as folhas caindo todas, ele perderá a vida.

Ri muito e...chorei muito, sim, chorei.
Pois que é muito difícil você deixar de fazer algo que faz continuamente e espontaneamente  quase por um vicio ou ter de passar a fazer algo que pra você seria algo completamente fora da sua rotina e natureza, obrigatoriamente e, ainda, para sobreviver.
No caso dele, o silencio.
Mas não é só isto, para sua sobrevivência  tem de entender porque está acontecendo aquilo e o que precisa ser feito pra aquilo retroagir, pra voltar ao estado "natural", ops, e quem falou que algo volta ou retroagi?


A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original
Albert Eistein


A partir do momento que algo começa a acontecer (e mudar) na sua vida, cabe a você entender o movimento, se deixar levar e fazer o seu melhor.
No filme, ao entender o que estava trazendo aquilo, e foi apenas depois que ele cessou seu falatório obrigatoriamente, ele AGIU se "arriscando" a AMAR o outro, a ser VERDADEIRO com o outro, a ser COMPASSIVO e a, finalmente e não menos importante (muito pelo contrário), a PERDOAR seu passado, a si mesmo e ao outro.
Acho que foi o risco mais seguro que ele poderia correr...rs - de um jeito suave, direto e lindo.
Gente, o foco aqui destoou, desculpe, mas sou assim...começo a falar de algo, tendo um objetivo e de repente, puf! A mensagem se multiplica, então vamos lá:
Enxerguei que muitas pessoas (e me incluo aí), em alguns momentos, fala e fala e fala superficialmente, ou seja, nada está no intimo, por diversas vezes todo o falatório não traz a tona suas verdades, as vezes, amigos, falamos pra preencher o vazio...mas, porque temos que preencher o vazio?
Foi no silencio que o personagem conseguiu ver que carregava um trauma (quantos traumas carregamos, quantas cascas temos que tirar?) que tinha que ser resolvido, que talvez era neste trauma que residia todas as outras inverdades que ele passava através de seu falatório diário.
Ao mesmo tempo, a estória e a historia, mostra que não precisamos encontrar um grande trauma para silenciarmos e/ou para identificarmos que nosso falatório diário é inútil, superficial e inverídico. Mas basta observarmos, nos observarmos e trazer VERDADE para a nossa rotina, atras desta verdade, como uma mágica, vem CONTENTAMENTO - pois que ficamos felizes e satisfeito quando somos livres para agir com nossa verdade, AMOR - contentamento e verdade nunca é separado de amor e PERDÃO - caso tenha algo a ser perdoado, a essa altura, já foi... espontaneamente.

Tem uma cena onde ele gargalha muuuito, de uma maneira falsa, e ele enxerga saindo da sua boca muitas folhas de uma forma agressiva até...e é exatamente como enxergo as vezes em que estou falando disparadamente coisas que não vão a lugar nenhum, por motivos esdrúxulos ..na hora do filme é engraçado, mas, analisei e pensei...quanta bobagem a gente fala!
O meu ponto sendo trabalho consiste em silenciar, tão difícil ..mas que tem avançado, no filme quando vi a carinha do personagem, injuriado por ainda não conseguir...me vi.
Quando vi ele enfrentando seus defeitos de uma maneira corajosa...chorei.

Queridos, silenciar é preciso para nos ouvirmos. Precisamos transformar nosso falatório em ações, e ainda, aprender a falar mais com o coração.
Falei muito?!?! rs
Forte abraço!
Namaskar.